sábado, 22 de setembro de 2018


As facções criminosas estão atuados nas cinco regiões brasileiras para tentar influenciar o processo eleitoral em pelo menos nove estados federativos, segundo documentos de autoridades estaduais e federais brasileiras e de relatos obtidos pelo Portal Uol Noticias.
Essa relação pode ser ainda maior porque, na grande maioria dos casos, as investigações sobre as tentativas das facções de se infiltrarem no mundo político são conduzidas sob enorme sigilo. De acordo com o coordenador-geral de Defesa Institucional da Polícia Federal, Thiago Borelli, o temor de que as facções influenciem as eleições nunca foi tão grande. “Nossa preocupação é maior neste ano. Infelizmente, em que pese os esforços para reprimir a criminalidade, a gente percebe que houve um crescimento no poder das facções no país”, diz Borelli.
O delegado acrescenta que as três principais preocupações das autoridades em relação à ação das facções nas eleições são: financiamento ilegal de candidatos ou partidos, candidaturas de integrantes de facções ou de pessoas ligadas a elas, e ainda a capacidade de coagir eleitores a votar em candidatos apoiados por essas organizações.
Confira abaixo um panorama do risco de influência das facções criminosas nas eleições de cada uma das cinco regiões do país­:
Sudeste
Investigadores de São Paulo e Rio de Janeiro revelaram que pelo menos 20 candidatos (dez em cada estado) são investigados por suas supostas ligações com facções criminosas como o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital). O tema é tratado com sigilo pela maioria das pessoas envolvidas nos casos.
Em São Paulo, a polícia tenta identificar os objetivos da ligação entre os candidatos com criminosos. Um dos casos que chamou a atenção dos investigadores foi a candidatura de um filiado ao PTC, partido do senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo promotores, ele é irmão de um rapper que mantém ligações com o PCC. Os nomes da dupla foram mantidos sob sigilo para não prejudicar as investigações.
Enquanto essas suspeitas ainda são investigadas, o MP e a Justiça de SP afirmam que já há pelo menos um caso concreto de ligação entre o PCC e a política em território paulista: Ney Santos (PRB), ex-prefeito de Embu das Artes.
Santos teve duas passagens criminais pela polícia antes de virar prefeito. Em 1999, ele foi preso por receptação e formação de quadrilha. Em 2003, por roubo a banco. Em 2005, foi solto por falta de elementos probatórios, sem nunca ter sido condenado criminalmente. Em 2009, ele se filiou ao PSC e, três anos depois, foi eleito vereador.
Em 2016, foi acusado pelo Ministério Público de integrar o PCC e de ter cometido os crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas. Mas, em outubro daquele ano, acabou eleito prefeito da cidade. Santos só assumiu a gestão municipal porque conseguiu uma liminar expedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Em 2018, porém, ele foi declarado inelegível e afastado do cargo, a partir de uma ação por abuso de poder econômico. A reportagem pediu entrevistas com o assessor de Ney Santos, mas ele não retornou. Uma desembargadora de São Paulo confirma: ainda há processos tramitando contra o ex-prefeito.
Justiça eleitoral barra candidatura de funkeiro investigado no Rio
No Rio, a situação ganha contornos ainda mais complexos porque, além da atuação de facções como o CV, as milícias representam uma ameaça já conhecida. As autoridades acompanham candidatos suspeitos de colaborarem de alguma maneira com facções e milícias. Em entrevista concedida ao UOL, o general e secretário de Segurança do Rio, Richard Nunes, afirmou que algumas candidaturas suspeitas já foram identificadas e que a intenção é impedir que políticos vinculados a esses grupos criminosos cheguem a ser diplomados.
Uma reportagem publicada pelo jornal “O Globo”, no último dia 9, revelou que as autoridades mapearam 300 pontos sob influência do tráfico ou de milícias que funcionariam como “currais eleitorais”. Em algumas dessas áreas, apenas candidatos autorizados pelo chefe do tráfico ou da milícia podem fazer campanhas. Muitas vezes, segundo a reportagem, o poder paralelo cobra taxas para que candidatos possam fazer suas campanhas nessas regiões. Além de controlar o acesso de candidatos, facções criminosas estariam tentando infiltrar pessoas ligadas a elas entre os possíveis eleitos.
Um dos candidatos já investigado por suas supostas ligações com o CV foi o funkeiro Fabiano Baptista Ramos, conhecido como MC Tikão (SD-RJ), que pretendia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Nas últimas semanas, ele foi flagrado fazendo um show para um público em que havia homens com fuzis em mãos. A Polícia Civil investiga se o local era um ponto de encontro dos chefes do CV.
Durante a apresentação, o funkeiro pediu a liberdade de traficantes e cantou a música “Faixa de Gaza”, em que cita nomes de criminosos e exalta a facção. Além disso, ele também foi flagrado fazendo as letras C e V com as mãos durante o show. À polícia, o candidato disse que estava embriagado ao longo da apresentação e que não viu pessoas armadas no local. Mesmo assim, ele foi indiciado por apologia ao crime.
A exaltação do CV em suas músicas, porém, não é a única ligação entre Tikão e o CV investigada pela Polícia Civil do Rio. Em 2017, ele foi preso por suspeita de ajudar na fuga do traficante Rogério Avelino, o Rogério 157, um dos chefes do tráfico na favela da Rocinha. À época, Tikão negou envolvimento na fuga de 157. Em abril deste ano, ele se filiou ao Solidariedade. No último dia 13, a Justiça eleitoral indeferiu a sua candidatura a deputado federal. Norte: guerra de facções faz PM pedir apoio de tropas federais
Norte
Na região Norte, o Amazonas é o berço daquela que é considerada a terceira mais poderosa facção criminosa do país: a FDN (Família do Norte). Durante vários anos, o grupo comandou, sozinho, uma das principais rotas de escoamento da cocaína produzida pela Colômbia e pelo Peru: o rio Solimões. Hoje, tem rivais.
Com a prisão dos seus principais chefes, a FDN passou também a controlar os presídios do estado. Em 2017, a organização ordenou, segundo investigações da Polícia Civil, o massacre nas cadeias amazonenses que resultou na morte de 56 detentos. Documento obtido pelo UOL mostra que o temor em relação a essa guerra fez com que a PM reconhecesse que não teria condições de garantir a segurança do pleito sozinha e pedisse o apoio de tropas federais.
No último dia 10, o TSE aprovou o envio de tropas federais para 25 municípios do estado, entre eles Manaus, epicentro do comando da FDN, e Tabatinga, principal porta de entrada da droga colombiana e peruana na Amazônia.
Traficante condenado ganha cargo público e vira cabo eleitoral
No Amazonas, além dos potenciais conflitos entre facções, outra preocupação é a atuação de traficantes nas campanhas eleitorais. No mês passado, os juízes do TRE do estado ordenaram que um homem apagasse postagens em uma rede social consideradas ofensivas ao senador e candidato a governador Omar Aziz (PMN).
O internauta em questão era Carlos Condera Nascimento Filho, 35, um traficante de drogas condenado em julho deste ano e apontado pela Polícia Civil como um dos principais distribuidores de drogas nas zonas norte e leste de Manaus. Em 2013, ele foi preso pela PM. Com ele, os policiais encontraram aproximadamente 600 gramas de cocaína.
Condera foi denunciado por tráfico de drogas, mas foi solto em outubro de 2013, graças a um habeas corpus. Em maio de 2015, Condera foi preso novamente. Ele apareceu em conversas telefônicas interceptadas, com autorização da Justiça, comandando a distribuição de drogas e o recolhimento de dinheiro em bocas de fumo de Manaus.
Em um relatório produzido pela Polícia Civil, Condera, cujo apelido é “Garotinho”, é apontado como o principal “cabeça” de uma organização criminosa especializada na distribuição de drogas em Manaus. Ele foi solto novamente em fevereiro de 2016, mas continuou respondendo ao processo iniciado em 2013 por tráfico de drogas.
De chefe do tráfico a funcionário público A sorte de Condera começou a mudar a partir de outubro de 2017. Amazonino Mendes (PDT) assumiu o governo após vencer as eleições suplementares realizadas naquele ano. Dois meses depois, em dezembro de 2017, Carlos Condera foi nomeado como assessor na Sejusc (Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos).
No cargo, tinha direito a um salário bruto de R$ 4.200. Em fevereiro deste ano, Condera, que sempre teve uma vida política agitada, finalmente se filiou a um partido político. Escolheu o Solidariedade, partido presidido no Amazonas pelo ex-vice-governador Bosco Saraiva, que comandou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) no início do governo de Amazonino Mendes com a missão de conter o avanço da FDN. Saraiva é candidato a deputado federal.
Em junho deste ano, cinco anos após sua primeira prisão, Carlos Condera foi condenado por tráfico de drogas. Sua pena foi fixada em dois anos de reclusão, mas, como o processo prescreveu, sua punição foi extinta. Em agosto deste ano, Condera pediu exoneração.
Nas redes sociais, ele posta vídeos e fotos em apoio à reeleição de Amazonino Mendes e à eleição de Bosco Saraiva. A reportagem do UOL tentou fazer contato direto com Carlos Condera e Bosco Saraiva para comentar essa reportagem. Nenhum dos três atendeu às ligações. O UOL enviou perguntas tanto ao governo do estado do Amazonas como ao comando da campanha à reeleição de Amazonino Mendes.
Por meio de nota, o governo do estado disse repudiar “qualquer tentativa de ligação do nome do governador Amazonino Mendes com o tráfico de drogas”. A nota prossegue, dizendo que “o governador sempre combateu o narcotráfico em seus quatro mandatos e que Carlos Condera não tem participação oficial em sua campanha à reeleição”.
O texto termina afirmando que “não havia impedimento legal contra a contratação de Carlos Condera”. Por telefone, o advogado de Condera, Emerson Siqueira Faria, disse que seu cliente é inocente e que não pode falar sobre as interceptações telefônicas feitas pela polícia, por se tratar de uma investigação ainda em curso.
Guerra de facções preocupa eleitores e autoridades no Acre
O Acre faz fronteira com dois importantes produtores de cocaína: Bolívia e Peru. Sua localização estratégica fez com que o estado virasse alvo da disputa entre o PCC, o Comando Vermelho e uma facção local conhecida como Bonde dos 13. Em documentos obtidos pelo UOL, juízes eleitorais do estado fazem relatos desesperados sobre o temor em relação à atuação das facções nas eleições. Em um trecho, um juiz eleitoral do município de Sena Madureira relata que a diretora de uma escola onde funciona uma seção eleitoral foi procurada por moradores da região para que uma nova seção eleitoral fosse criada no local.
O temor era de que, se uma nova seção não fosse criada, eleitores que fazem parte de uma determinada facção teriam que se deslocar a áreas controladas por grupos rivais para votar, o que poderia gerar conflitos. Em outro trecho do documento, autoridades do Acre levantam até a hipótese de que facções poderiam estar forçando eleitores a votarem para determinados candidatos. Em gravações, traficantes detalham plano de entrar na política.
Um promotor do MP-AC (Ministério Público do Acre), que conversou com a reportagem sob a condição de anonimato, revelou que intercepções telefônicas realizadas com autorização da Justiça mostraram que membros da facção Bonde dos 13 conversavam, em 2017, sobre um plano para estender seu poder à política local. “Uma das estratégias envolvia a utilização de candidaturas de pessoas ligadas à facção, mas que tivessem o nome limpo. Assim, evitariam que as candidaturas fossem impugnadas”, disse o promotor.
“Quando você tem organizações criminosas que congregam milhares de integrantes, é lógico que elas vão tentar influenciar na eleição”, acrescentou. No último dia 10, a pedido do TRE-AC (Tribunal Regional Eleitoral do Acre), o TSE autorizou o envio de tropas federais para 11 municípios do estado.
Nordeste
A região Nordeste viu seus índices de violência aumentarem na medida em que as facções criminosas avançaram sobre a região em uma disputa sangrenta por mercado e pontos de escoamento de drogas para o exterior. Há indícios também de que facções estejam tentando coagir eleitores a não votarem em determinados candidatos.
No Ceará, por exemplo, um “salve” (comunicado) atribuído ao Comando Vermelho determinou que não seriam permitidos comícios de um grupo de candidatos, entre eles, Jair Bolsonaro (PSL), nas áreas controladas pelo grupo. A mensagem fez com que o estado solicitasse apoio de tropas federais durante as eleições. “Essas facções estão se ramificando no Brasil e, claro, elas querem se fortalecer. E só há uma forma de fazer isso, que é através do aparelhamento do Estado”, afirmou o procurador-geral de Justiça do Ceará, Plácido Rios.
Gravações revelam atuação de criminosos no RN
No Rio Grande do Norte, a situação parece ser ainda mais crítica. Se, no Ceará, traficantes tentam impedir a realização de campanhas em áreas sob sua influência, no estado vizinho, os traficantes querem infiltrar criminosos na política local. Interceptações telefônicas feitas pelo MP-RN (Ministério Público do Rio Grande do Norte) com autorização da Justiça, em 2016, captaram conversas entre dois suspeitos de integrarem a facção Sindicato do Crime, uma das mais fortes do estado. Alan Marcos Zico Fonseca, conhecido como Alan Bigodinho, sugere a Raimundo Kleber Benicio da Costa, o “Cego de Santa Cruz”, que a organização deveria infiltrar alguém na política.
O colega dá risada e diz que isso estava sendo providenciado. Ele conta que, durante as eleições daquele ano, foi procurado por um candidato a vereador do município de Santa Cruz (a 117 quilômetros de Natal) pedindo autorização para ingressar em uma área controlada pela facção para “comprar votos”:
Allan Bigodinho: Sabe o que era para nós ter feito? Era pra ter infiltrado um pessoal nosso nessa política aí.
Cego de Santa Cruz: (risos) Mas está tendo. Tem um lá na Santa [município de Santa Cruz]. Quem ligou pra mim foi Edu. Ligaram pra mim, tá ligado? Os meus vaqueiros é que foram lá, entendeu? Os vereador (sic) que pediram pra subir lá, pra comprar votos, entendeu?
Allan Bigodinho: Demorou…
Cego de Santa Cruz: Aí disse que, se ele ganhar, ele disse que fortalece lá a quebrada. Ele disse: “pode deixar que, se eu ganhar, eu tô lá por vocês”.
O candidato em questão não chegou a ser identificado pelos investigadores. “Não conseguimos identificar de quem é que eles estavam falando”, afirma uma fonte ouvida pelo UOL. “Não sabemos, por exemplo, se essa pessoa foi ou não eleita.” Voto perigoso “A gente teme que possa haver conflitos violentos se eleitores identificados como de uma determinada facção forem votar em áreas controladas por grupos rivais. Isso é muito grave e pode colocar em risco a vida de outras pessoas”, afirma a mesma fonte, que disse também que ainda não foram encontrados indícios claros de que as facções que atuam no estado estejam tentando infiltrar criminosos na política neste pleito.
Um relatório produzido pelo MP-RN indica que 33 dos 167 municípios do estado estão sob influência de facções como Sindicato do Crime e PCC. O TSE autorizou o envio de tropas federais para 97 municípios potiguares. Ainda não se sabe a quantidade de militares que será deslocada. A reportagem tentou contato por telefone com os advogados de Alan e Raimundo com base no CNA (Cadastro Nacional dos Advogados) mantido pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), mas até a última atualização desta reportagem, as ligações não haviam sido atendidas.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, um dos estados que inspiram maior preocupação é Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com a Bolívia e o Paraguai, grandes produtores de cocaína e maconha. A facção predominante na região é o PCC. A tentativa de influência do narcotráfico na política é assunto tratado com receio por juízes e promotores responsáveis pelas eleições.
A maioria deles evita falar sobre o tema publicamente. “Não dá para falar sobre esse tipo de assunto por telefone. A gente vive numa situação muito complicada aqui”, disse um promotor procurado pela reportagem. “A nossa preocupação com isso é enorme. Nós temos a maior facção do Brasil atuando aqui. Não temos como subestimar isso”, afirmou o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Paulo Passos.
Passos afirma que as equipes de inteligência do MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) estão fazendo um mapeamento das candidaturas possivelmente vinculadas a facções, mas, como os casos ainda tramitam em sigilo, mais informações não poderiam ser divulgadas.
Uma fonte que falou ao UOL sob a condição de anonimato e que mora em Ponta Porã, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, diz que uma das principais preocupações das autoridades locais é com uma prática antiga naquela região: a compra de votos de eleitores brasileiros que moram do outro lado da divisa.
“Muitos eleitores brasileiros moram em Pedro Juan Caballero [no Paraguai]. É muito comum que os candidatos comprem esses votos e transportem esses eleitores no dia da votação de um país para o outro. A questão é: de onde vem esse dinheiro?”, afirma a fonte, que aponta o tráfico de drogas como uma das principais fontes de renda na região.
O temor em relação à compra de votos em solo paraguaio foi reportado ao TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) por juízes eleitorais que atuam na região, como mostra um documento obtido pelo UOL.
Sul
A reportagem do UOL conseguiu apurar que, pelo menos no Rio Grande do Sul e no Paraná, existem investigações em curso apurando a tentativa de infiltração de criminosos nas eleições deste ano. “A presença do crime organizado na política já é um fato consolidado. Já existem, inclusive, afastamentos determinados pelo Poder Judiciário de agentes políticos com envolvimento com o crime organizado”. A afirmação é do desembargador José Laurindo de Souza Netto, professor e supervisor pedagógico na Escola da Magistratura do Paraná.
Segundo o desembargador, há casos sendo investigados em que políticos receberiam “mesada” de facções e outros políticos que atuariam junto à população carcerária, pedindo votos de familiares prometendo ajuda. Souza Netto aponta que há interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça que demonstram o interesse das facções em atuar nos bastidores da política.
“Há gravações em que líderes do PCC falavam sobre a intenção da facção de se infiltrar na política. Inclusive aqui no Paraná, onde é um fato consolidado”, acrescenta o desembargador. No Rio Grande do Sul, entre as sete facções regionais, muitas são aliadas ou inimigas das duas maiores do país, PCC e CV. E essas menores também têm poder de fogo, segundo investigações.
O Sul do país convive com a ameaça do PCC, muito forte no Paraná, e com os conflitos entre grupos de traficantes regionais, segundo o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Ao todo, dez facções criminosas espalhadas por Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina disputam entre si o domínio do tráfico. No Rio Grande do Sul, fontes apontaram que há pelo menos um caso em andamento que apura o envolvimento entre traficantes e políticos.
A investigação ocorre em uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre. “Essa investigação é referente a um advogado que faria uma ponte entre o crime organizado e a Câmara Municipal de uma determinada cidade”, disse à reportagem o delegado Emerson Wendt, chefe da Polícia Civil gaúcha, que, por motivos de sigilo, não pode fornecer mais detalhes sobre o caso.
Por que as facções querem o poder político?
Para os pesquisadores Bruno Paes Manso (USP) e Julita Lemgruber (Universidade Cândido Mendes), a busca por poder político é uma forma de esses grupos manipularem recursos do estado para beneficiar as atividades ilícitas praticadas por elas. “Toda organização criminosa vai tentar se aproximar do estado para continuar operando.
Durante muito tempo, isso aconteceu a partir do suborno, do chamado arrego a policiais, fiscais, etc. Agora, essas facções estão com muito mais dinheiro em caixa. Essa disponibilidade de recursos dá muito mais poder e permite que eles tentem ingressar na vida política para ter ainda mais acesso ao estado”, avalia Paes Manso. “Uma coisa é você ter acesso ao policial. Outra coisa é ter acesso ao mundo político. É uma outra instância de poder. A gente percebia isso com relação às milícias no Rio. Imagina o que é ter um miliciano político impondo a sua vontade sobre a polícia numa determinada área. É muito mais grave”, concorda Julita Lemgruber.
O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Paulo Passos, lembra que ocupar espaços no mundo político também permitiria aos criminosos controlar ou influenciar a formulação de leis e políticas públicas. “Ao final, é na política que são definidas as leis e a forma como o estado vai implementar suas políticas de segurança, por exemplo. Ter controle sobre essa esfera de poder é importante”, afirma. Bruno Paes Manso diz que ainda é cedo para dizer que o Brasil está no nível do que estudiosos chamam de “narco-estado”, nações com instituições gravemente afetadas pelo poder do narcotráfico, mas diz que o avanço das facções criminosas na vida política do Brasil liga o sinal de alerta. “É preciso repensar a forma como se dá o combate a essas facções”, opina.
Com informações do Portal Uol Noticias

Pesquisa de intenção de votos realizada pelo DataPoder360, nos dias 19 e 20 de setembro, indica que Jair Bolsonaro (PSL) tem 26% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT), tem 22%. Levando em consideração a margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico.
Em um possível 2º turno, Ciro Gomes (PDT) é o único que venceria Bolsonaro. O ex-governador do Ceará soma 42% de intenções de voto, contra 36% do militar.
A pesquisa também marca uma queda dos votos brancos, nulos e indecisos. A taxa caiu para 15%.
Confira abaixo o resultado da pesquisa
Jair Bolsonaro (PSL): 26%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 14%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Marina Silva (Rede): 4%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 3%
Guilherme Boulos (Psol): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Eymael (DC): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
João Goulart (PPL): 1%
Vera (PSTU): 0
Brancos e nulos: 12%
Não sabem ou não responderam: 3%
Simulações de 2º turno
A pesquisa realizou quatro testes de 2º turno, colocando o primeiro colocado (Bolsonaro) contra os candidatos mais competitivos.
O candidato do PSL fica à frente numericamente de Alckmin, 37% contra 36%, e Marina, 39% contra 37%, mas empata com eles na margem de erro.
Contra Haddad, o placar é de 43% para o petista e 40% para Bolsonaro, o que também configura empate técnico.
Ciro Gomes, candidato do PDT, é o único, de acordo com o DataPoder360, que venceria Bolsonaro no 2º turno. O ex-governador do Ceará soma 42% de intenções de voto, contra 36% do militar.
O DataPoder 360 não pesquisou, anteriormente, um cenário que apresentasse os 13 candidatos a presidente, por isso não foi possível fazer a curva evolutiva. A pesquisa foi realizada com 4.000 entrevistas em todas as unidades da Federação. O registro na Justiça Eleitoral é BR-02039/2018.
De acordo com os realizadores, a pesquisa foi feita por meio de ligações para telefones celulares e fixos, não excluindo nenhuma classe social.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018


A diretora e atriz Patrícia Pillar usou as redes sociais para desmentir o boato de que teria sido agredida pelo ex-marido Ciro Gomes (PDT). Ela destacou aos seguidores que teve a imagem usada para divulgar notícias falsas e favorecer um candidato em quem "jamais" votaria, em referência a Jair Bolsonaro (PSL). A atriz frisou que nunca foi alvo de qualquer tipo de violência.

Na imagem falsa que circula nas redes, uma foto de Patrícia Pillar aparece ao lado da frase: "Gente, eu nunca fui casada com o Bolsonaro. Quem me batia era o Ciro Gomes". O conteúdo era disposto em aspas e com a assinatura dela, como se a atriz tivesse se manifestado desta forma.

"Estou aqui para dizer que estão usando a minha imagem para divulgar notícias falsas e favorecendo um candidato que jamais seria o meu. Eu nunca sofri nenhum tipo de violência da parte de ninguém. Isso é totalmente falso. E eu quero dizer também que, independente de qual seja o seu candidato, o que a gente precisa agora é de paz e respeito", destacou Patrícia.

Em um segundo vídeo, Patrícia declarou seu voto em Ciro. Ressaltou que vê a política como "possibilidade de diálogo" e que defende "um caminho diferente do que está aí".

"Eu sempre gostei de política. Política como possibilidade de diálogo, como uma troca de ideias, uma coisa positiva pra vida das pessoas. Defendo um caminho novo, diferente do que está aí. O meu candidato é o Ciro Gomes, porque eu acredito no projeto que ele tem para o Brasil. Eu conheço o Ciro, e eu voto no Ciro Gomes", ressaltou.

Fonte: O Globo
Os moradores de Santana do Acaraú, no interior do Ceará, se surpreenderam com a coloração vermelha da água ao escavar a margem do Rio Acaraú. Francisco Araújo foi uma das primeiras pessoas a testemunhar o fenômeno e conta que assustou com a coloração “cor de sangue” da água.


“Não é uma mancha na água, é igual a uma cacimba; a gente cava, tira água e vem mais água na mesma cor. A diferença pra uma cacimba é que a água tem um vermelho forte, cor de sangue, lembra o sangue, né?”
Os próprios moradores colheram amostras da água, que foi analisada em um laboratório particular na cidade de Santana do Acaraú. Na análise, foram encontradas bactérias, mas ainda não se sabesão responsáveis pela coloração.
O material foi guardado e será encaminhado para a Vigilância Sanitária de Fortaleza na terça-feira (25), conforme representante do órgão em Acaraú.
Vigilância Sanitária vai analisar amostra da água vermelha em margem de rio em Santana do Acaraú — Foto: Arquivo pessoal

‘Sinal de Deus’ ou ‘coisa de ciência’

Enquanto não há um estudo que comprove o que causou a água vermelha, os moradores do município especulam.
“Teve gente que ficou assustada, ninguém sabe que fenômeno é esse. Tem gente que acha que é sobrenatural, tem gente que fala que é sinal de Deus, tem gente que fala que é coisa que a ciência explica, pode ser uma alga, uma bactéria. Ninguém sabe ao certo”, diz Araújo.
A água “cor de sangue” também virou um ponto de atração dos moradores, que desde o início da semana fazem escavações ver a água vermelha. “Muita gente já veio aqui, pega carona com os amigos, junta uma turma, faz fotos do lado da água pra depois colocar na internet. Virou uma atração”, afirma Francisco Araújo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Veja a denúncia na íntegra:
“Sou morador do Mumbaba de Cima 10 KM de Sobral. A muito tempo venho em busca de melhorias pra comunidade mais ta difícil. Umas delas em relação a iluminação pública. As pessoas transitam pela beira da pista sem ter acostamento nem iluminação . gostaria da ajuda de vocês. A comunidade fica grata e eu também.”






O  Instituto Datafolha divulgou,  na madrugada desta quinta-feira, uma nova pesquisa sobre as intenções de votos à Presidência da República. A pesquisa mostra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, com 28% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT),  16%, e Ciro Gomes (PDT),  13%, Geraldo Alckmin,  9%, mesmo índice da semana anterior, e Marina Silva (Rede), que oscilou de 8% para 7%.
Em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 14, Bolsonaro oscilou dois pontos para cima, e Haddad subiu três. Ciro manteve o mesmo percentual.  Os candidatos do PT e do PDT permanecem em empate técnico, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais.
Segundo a pesquisa do Datafolha, Álvaro Dias e Amoedo, tem, cada um, 3% das intenções de votos, enquanto Henrique Meireles, Boulos e Vera, aparecem com 1%. Os candidatos Cabo Daciolo, Vera, Eymael e Goulart Filho não pontuaram. Entre os eleitores entrevistados, 12% declararam que irão anular o voto ou votar em branco, enquanto 5% se colocam como indecisos.
De acordo com o Datafolha,  Bolsonaro se manteve na liderança do quesito rejeição, com 43%, seguido de Marina (32%) e Haddad. O petista viu sua rejeição subir de 26% para 29%. Nas simulações de segundo turno, Ciro é o único que fica à frente de Bolsonaro, com o placar de 45% a 39%. Em um confronto entre os candidatos do PT e do PSL, haveria empate, com 41% para cada um.
A pesquisa,  contratada pelo Jornal Folha de São Paulo e pela TV Globo,  ouviu 8.601 pessoas de 323 municípios na terça e na quarta-feira e tem  registro na Justiça Eleitoral   sob o protocolo BR-06919/2018.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O crescimento do candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, tem um bom lastro para continuar ampliando o apoio dos eleitores e garantir a chegada, sem dificuldades, ao segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto. Pelos números da última do Ibope, o adversário, no atual quadro, é o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que tem 28% das intenções de votos. O petista soma 19% e pode chegar, no dia 7 de outubro, em primeiro lugar, ultrapassando Bolsonaro. Há base para o avanço. O teto de Haddad é bem alto.
 A ascensão meteórica de Fernando Haddad não pode ser entendida, nem interpretada como grande surpresa. Isso, porque, Haddad é o candidato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, antes de ter a postulação ao Palácio do Planalto indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acumulava um capital eleitoral que caminhava para os 40% de intenção de votos.
 Há quem diga que Haddad não é Lula, cada um tem o seu estilo e a forma de agir, mas, agora, Haddad é, sim, Lula e, nessa condição, herdará o voto  dos eleitores que, no ciclo de 13 anos, foram contemplados pelas ações sociais que os permitiram melhorar de vida, ter os filhos matriculados no ensino superior ou no ensino médio por meio do Pronatec.
O PT acerta na veia com o conteúdo da propaganda no rádio e na televisão ao vender o histórico dos programas sociais, do FIES, do Pronatec e dos preços baixos dos combustíveis. O custo dos programas sociais foi elevado e, por esse motivo, na visão de técnicos do atual governo e especialistas das áreas econômica e de planejamento, como sempre houve remanejamento de recursos de uma área para outra para garantir o funcionamento dessas ações, o rombo seria alto mais cedo ou mais tarde.
Aos eleitores, que hoje lembram do passado recente e muitos estão na fila do desemprego, não interessa a origem do dinheiro que bancou a conta dos programas sociais. O que importa, na visão desses brasileiros, é que, no passado, a vida era diferente. Era melhor!


Aqui, não bastam as palavras e, para quem cobra, os números chegam bem quentinhos: o Ibope, nessa última pesquisa, mostra que, no Nordeste, Haddad saiu de 13% para 31% das intenções de votos. Vai crescer ainda mais. É, no Nordeste, onde estão os eleitores mais beneficiados com os programas sociais dos Governos Lula e Dilma. Por gratidão, os eleitores estão, nas eleições de 2018, retribuindo o passado. Outro detalhe: o NE tem 39.000.000 milhões de eleitores aptos a votar no primeiro turno e boa parte já escolheu o seu candidato.

Fonte:. CearáAgora 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O Centro Universitário Inta (UNINTA), por meio do Reitor Dr. Oscar Rodrigues Junior, torna pública a chamada para seleção de bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA. As inscrições devem ser realizadas no período de 05 a 28 de setembro, no endereço de e-mail mebiotecnologia@uninta.edu.br.
A chamada tem como objetivo promover a realização de estudos em alto nível no campo da Biotecnologia, reforçar a pós-graduação e os grupos de pesquisa cujos docentes estejam vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA e promover a inserção de pesquisadores em estágio pós-doutoral, estimulando sua integração com projetos de pesquisa na área.
Será concedida 1 (uma) bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES), no valor mensal de R$ 4.100,00 (quatro mil e cem reais). A seleção acontecerá em duas etapas: análise da documentação e arguição, ambos de caráter eliminatório e classificatório.
A bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior é vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA, sob a supervisão da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP).
A lista com a documentação exigida para inscrição, linhas de pesquisa e outras informações devem ser consultados no edital.
O Centro Universitário Inta (UNINTA), por meio do Reitor Dr. Oscar Rodrigues Junior, torna pública a chamada para seleção de bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA. As inscrições devem ser realizadas no período de 05 a 28 de setembro, no endereço de e-mail mebiotecnologia@uninta.edu.br.
A chamada tem como objetivo promover a realização de estudos em alto nível no campo da Biotecnologia, reforçar a pós-graduação e os grupos de pesquisa cujos docentes estejam vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA e promover a inserção de pesquisadores em estágio pós-doutoral, estimulando sua integração com projetos de pesquisa na área.
Será concedida 1 (uma) bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES), no valor mensal de R$ 4.100,00 (quatro mil e cem reais). A seleção acontecerá em duas etapas: análise da documentação e arguição, ambos de caráter eliminatório e classificatório.
A bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior é vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA, sob a supervisão da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP).
A lista com a documentação exigida para inscrição, linhas de pesquisa e outras informações devem ser consultados no edital.
O Centro Universitário Inta (UNINTA), por meio do Reitor Dr. Oscar Rodrigues Junior, torna pública a chamada para seleção de bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA. As inscrições devem ser realizadas no período de 05 a 28 de setembro, no endereço de e-mail mebiotecnologia@uninta.edu.br.
A chamada tem como objetivo promover a realização de estudos em alto nível no campo da Biotecnologia, reforçar a pós-graduação e os grupos de pesquisa cujos docentes estejam vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA e promover a inserção de pesquisadores em estágio pós-doutoral, estimulando sua integração com projetos de pesquisa na área.
Será concedida 1 (uma) bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES), no valor mensal de R$ 4.100,00 (quatro mil e cem reais). A seleção acontecerá em duas etapas: análise da documentação e arguição, ambos de caráter eliminatório e classificatório.
A bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior é vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do UNINTA, sob a supervisão da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP).
A lista com a documentação exigida para inscrição, linhas de pesquisa e outras informações devem ser consultados no edital.
Resultado - Bolsa de Pós-doutorado

segunda-feira, 17 de setembro de 2018


O prefeito de Bela Cruz, Eliésio Rocha Adriano, foi afastado do cargo público na última sexta-feira (14/09) durante seis meses por determinação do Tribunal de Justiça do Ceará. A decisão foi requerida pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), em denúncia contra fraudes em contratações amparadas por decreto de emergência editado pelo prefeito, logo no início da sua gestão. Agora, um colegiado em sessão criminal decidirá sobre o recebimento da denúncia para dar início do processo.
A Procap aponta que foram constatadas ilegalidades em contratos referente ao serviço de coleta de resíduos sólidos com as empresas Valetim Locação e Serviços LTDA e M. L. Mouta ME. “Conforme apurações realizadas pelo TCM e pelo MPCE, constatou-se montagem de procedimentos, direcionamento, emprego de pessoas físicas e jurídicas interpostas com o objetivo de ocultar a identidade dos reais beneficiários da fraude, superfaturamento e utilização das pessoas jurídicas apenas para viabilizar desvios de recursos, sendo o serviço integralmente prestado por moradores locais, escolhidos pelo Prefeito e seus indicados”, consta na denúncia apresentada à Justiça.
No afastamento liminar, o magistrado considera que “após diligência de busca e apreensão realizada na sede da Prefeitura foram encontrados novos contratos de dispensa de licitação baseados no decreto de emergência. Resta claro neste momento que o prefeito do Município de Bela Cruz sonegou informações durante a inspeção realizada na Prefeitura. (…) Ao que se percebe, o risco da permanência do senhor Eliésio Rocha Adriano na função de Prefeito continua a apresentar risco a instrução processual, que em breve se iniciará caso a denúncia já apresentada venha a ser recebida”.
Histórico
O MPCE cumpriu no dia 29 de maio de 2017, mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Bela Cruz com o objetivo apurar supostas fraudes em licitações com base em decretos de emergência executados no início de 2017. Em 4 de julho do ano passado, foram cumpridos novos mandados de busca e apreensão da Prefeitura como parte de uma nova etapa de colheita de provas. Havia a suspeita de fraude, direcionamento, montagem e superfaturamento nos procedimentos destinados à contratação dos serviços de limpeza urbana, locação de veículos, transporte escolar e assessorias a diversas pastas do Município de Bela Cruz.
Fonte:. Ceara Agora 

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