segunda-feira, 28 de outubro de 2019


Em Aracati, dez mergulhadores voluntários tentaram localizar e remover porções óleo do fundo do mar neste sábado (26); mais de 25 praias cearenses já registraram presença da substância, conforme a Superintendência.

A presença de manchas de óleo em , pelo menos, 26 praias cearenses tem exigido esforços de órgãos ambientais e, principalmente, de voluntários para evitar impactos ainda maiores. Este sábado (26), em Aracati, dez mergulhadores do grupo Mar do Ceará tentam recolher a substância identificada no fundo do mar, a cerca de 10km da costa da Praia de Quixaba. Mas, na operação concluída no início da tarde, mergulhadores não conseguiram encontrar o óleo. No total, quatro toneladas já foram retiradas das praias afetadas no Estado.
Até a terça-feira (22), conforme o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), havia sido recolhido um total de 1,7 tonelada de resíduos (óleo + areia aderida) das praias cearenses.

A operação deste sábado em Aracati, inédita entre as localidades afetadas pelo desastre ambiental, foi planejada após técnicos da Superintendência do Meio Ambiente (Semace) constatarem que o óleo é denso e viscoso o suficiente para afundar, dificultando a visualização aérea ou por embarcações.
O diretor de Controle e Proteção Ambiental da Semace, Lincoln Davi, explicou que está é a primeira varredura no fundo do mar "porque esse tipo de poluição é muito dinâmica: sabemos que existe óleo afundado, mas a localização é imprecisa, por causa das correntes marítimas. Um ponto poluído ontem pode ter mudado de local hoje”.

Na última quarta-feira (23), durante um sobrevoo, a Semace identificou dois tufos de óleo “semissubmersos” próximos a Aracati, retirados no mesmo dia pela Marinha do Brasil. Os órgãos ambientais suspeitam, porém, de que parte da substância siga submersa, “se deslocando rumo à praia”.

Proteção
Conforme Lincoln, uma ação paralela ao mergulho foi realizada em Aracati, Fortim e Icapuí, neste sábado: a distribuição de 50 kits de máscaras, luvas e botas para cada local, destinadas à remoção do óleo nas praias. “Levamos cerca de 80 tambores para Aracati, para que o material seja recolhido e tenha a destinação correta, nas próximas operações. Os equipamentos de proteção individual serão entregues à prefeitura da cidade, para realização do trabalho de forma segura”, pontua.

A ação é importante principalmente após o alerta de que a substância que tem poluído as praias nordestinas é tóxica e cancerígena. Banhistas e voluntários envolvidos nas ações, bem como espécies marinhas, podem ser contaminados por três vias: ingestão, inalação e subcutâneo (pele).
O Governo do Estado afirma que são realizados sobrevoos diários nas costas leste e oeste cearenses, e que o Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial (Nutec) deve “estruturar periodicamente pesquisas e análises de água, óleo e alimentos”.

Denúncias
Quem encontrar manchas de óleo, pode entrar em contato com a superintendência por meio do telefone 0800-275-2233. “A população pode ajudar informando onde achar as manchas de óleo, porque o Litoral do Ceará é muito extenso. Então, assim que toma conhecimento, a Semace aciona o grupo e toma as providências de remoção”, explica o diretor do órgão.

Fonte:. Diário do Nordeste

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